quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A dor vicia

A dor vicia. Tem caféina e tomo regularmente sem receita médica;
Quanto anos terão que passar  pra saudade se tornar desnecessária ?
Eu não sei responder. Só sei esperar por uma resposta que não vou ouvir ou que não quero confirmar.
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Aqui dentro existe um medo triste. Aqui dentro me sinto uma desimportância. Um sonho de ter sido vir a ser.
Quero uma injeção de amnésia pra não ter lembranças. Agora.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Setembros

Este mês faz dois anos que Dona Nilce realizou uma cirugia e tratamento contra o câncer.
Dois setembros em que descobri as várias nuances do Amor.
Dizer que ama é fácil como respirar, mas respirar esse sentimento é ato contínuo. De confiança e tenacidade.
Amar é entrar no elevador do hospital, quando você tem pânico dele e encara ele mesmo assim. Fecho os olhos e imagino um campo aberto pra não entrar em desespero.
É esconder todas as fivelas do guarda-roupa de um cabelo que já não existia. Não podia poupar minha mãe de uma quimioterapia, então qualquer dor que pudesse evitar eu fazia.
Amar é  comprar um livro de sopinha, porque você já não sabe mais inventar comida pra quem sofre de enjôo e perdeu o paladar.
É chorar depois da meia-noite quando tudo está quieto, porque o dia inteiro foi dificil e quem você ama precisa lhe ver forte.
É comprar um livro, um cd do Roberto Carlos, é fazer piada pra arrancar um riso.
Penso que tristeza devia ser pecado, sabe ?
Cazuza falava que ''o nosso amor a gente inventa''. Eu acho até que a gente reinventa. Tão caleidoscópico e cheio de cor e possibilidades ele é. Caixa de música que nos toca desde cedo...
Deixei de lado as desimportâncias. Os absurdinhos que nos fazem pequenos.
Claro que né, não virei e nem quero vender santidade e a bondade de uma madre em Calcutá.
Ser um ser humano melhor é minha grande construção na vida.
Eu só quero dizer que a alegria é grande.
Pela cura.
Por toda ajuda.
Por todo abraço
Pelos braços de solidariedade.
Pela nossa superação juntas.
Fiz uma trouxinha  de tudo isso, eu guardei aqui.




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

As marcas da delicadeza

Era domingo. Dia dos Pais e todos tinham ido ao jogo. Fiquei ajudando mamãe a fazer lasanha, com o som do Roberto Carlos de fundo.Apenas nós duas. Me peguei pensando em como eu queria que esse momento se estendesse por muitos e muitos anos. Ver seu cabelo todo branco, seu rosto enfeitado de rugas. A singeleza das coisas é perigosa. É na delicadeza que elas me marcam.
Minha mãe é minha amiga e  Dalai Lama na hora do aperto. Capriconiana pé-no-chão. Professora de Português. É minha Ana Maria Braga particular, só que  mais gordinha. Ela é bondosa, chata com as louças, que não dorme enquanto não chego. Que enfrentou um câncer, que tem limitações físicas. Que chora de nervosa. É um exemplo de força pra  mim.
         
No dia de hoje, no dia de sempre eu agradeço o grande ser humano feita mãe pra mim.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Estupidez

Estupidez, dá e passa. A minha acabou de dar tchau.
Saiu com uma cara de quem comeu e não gostou. Viu que não era bem-vinda.







  Enfim, não sou boa de fazer sala.