A dor vicia. Tem caféina e tomo regularmente sem receita médica;
Quanto anos terão que passar pra saudade se tornar desnecessária ?
Eu não sei responder. Só sei esperar por uma resposta que não vou ouvir ou que não quero confirmar.
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Aqui dentro existe um medo triste. Aqui dentro me sinto uma desimportância. Um sonho de ter sido vir a ser.
Quero uma injeção de amnésia pra não ter lembranças. Agora.
A construção deste blog baseia-se no que me sensibiliza: família, amigos, poemas, músicas, crianças, instantes belos,momentos atuais e lembranças... Que me perdoem os cultos, não sou escritora e nem poetisa.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Setembros
Este mês faz dois anos que Dona Nilce realizou uma cirugia e tratamento contra o câncer.
Dois setembros em que descobri as várias nuances do Amor.
Dizer que ama é fácil como respirar, mas respirar esse sentimento é ato contínuo. De confiança e tenacidade.
Amar é entrar no elevador do hospital, quando você tem pânico dele e encara ele mesmo assim. Fecho os olhos e imagino um campo aberto pra não entrar em desespero.
É esconder todas as fivelas do guarda-roupa de um cabelo que já não existia. Não podia poupar minha mãe de uma quimioterapia, então qualquer dor que pudesse evitar eu fazia.
Amar é comprar um livro de sopinha, porque você já não sabe mais inventar comida pra quem sofre de enjôo e perdeu o paladar.
É chorar depois da meia-noite quando tudo está quieto, porque o dia inteiro foi dificil e quem você ama precisa lhe ver forte.
É comprar um livro, um cd do Roberto Carlos, é fazer piada pra arrancar um riso.
Penso que tristeza devia ser pecado, sabe ?
Cazuza falava que ''o nosso amor a gente inventa''. Eu acho até que a gente reinventa. Tão caleidoscópico e cheio de cor e possibilidades ele é. Caixa de música que nos toca desde cedo...
Deixei de lado as desimportâncias. Os absurdinhos que nos fazem pequenos.
Claro que né, não virei e nem quero vender santidade e a bondade de uma madre em Calcutá.
Ser um ser humano melhor é minha grande construção na vida.
Eu só quero dizer que a alegria é grande.
Pela cura.
Por toda ajuda.
Por todo abraço
Pelos braços de solidariedade.
Pela nossa superação juntas.
Fiz uma trouxinha de tudo isso, eu guardei aqui.
Dois setembros em que descobri as várias nuances do Amor.
Dizer que ama é fácil como respirar, mas respirar esse sentimento é ato contínuo. De confiança e tenacidade.
Amar é entrar no elevador do hospital, quando você tem pânico dele e encara ele mesmo assim. Fecho os olhos e imagino um campo aberto pra não entrar em desespero.
É esconder todas as fivelas do guarda-roupa de um cabelo que já não existia. Não podia poupar minha mãe de uma quimioterapia, então qualquer dor que pudesse evitar eu fazia.
Amar é comprar um livro de sopinha, porque você já não sabe mais inventar comida pra quem sofre de enjôo e perdeu o paladar.
É chorar depois da meia-noite quando tudo está quieto, porque o dia inteiro foi dificil e quem você ama precisa lhe ver forte.
É comprar um livro, um cd do Roberto Carlos, é fazer piada pra arrancar um riso.
Penso que tristeza devia ser pecado, sabe ?
Cazuza falava que ''o nosso amor a gente inventa''. Eu acho até que a gente reinventa. Tão caleidoscópico e cheio de cor e possibilidades ele é. Caixa de música que nos toca desde cedo...
Deixei de lado as desimportâncias. Os absurdinhos que nos fazem pequenos.
Claro que né, não virei e nem quero vender santidade e a bondade de uma madre em Calcutá.
Ser um ser humano melhor é minha grande construção na vida.
Eu só quero dizer que a alegria é grande.
Pela cura.
Por toda ajuda.
Por todo abraço
Pelos braços de solidariedade.
Pela nossa superação juntas.
Fiz uma trouxinha de tudo isso, eu guardei aqui.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
As marcas da delicadeza
Era domingo. Dia dos Pais e todos tinham ido ao jogo. Fiquei ajudando mamãe a fazer lasanha, com o som do Roberto Carlos de fundo.Apenas nós duas. Me peguei pensando em como eu queria que esse momento se estendesse por muitos e muitos anos. Ver seu cabelo todo branco, seu rosto enfeitado de rugas. A singeleza das coisas é perigosa. É na delicadeza que elas me marcam.
Minha mãe é minha amiga e Dalai Lama na hora do aperto. Capriconiana pé-no-chão. Professora de Português. É minha Ana Maria Braga particular, só que mais gordinha. Ela é bondosa, chata com as louças, que não dorme enquanto não chego. Que enfrentou um câncer, que tem limitações físicas. Que chora de nervosa. É um exemplo de força pra mim.No dia de hoje, no dia de sempre eu agradeço o grande ser humano feita mãe pra mim.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Estupidez
Estupidez, dá e passa. A minha acabou de dar tchau.
Saiu com uma cara de quem comeu e não gostou. Viu que não era bem-vinda.
Enfim, não sou boa de fazer sala.
Saiu com uma cara de quem comeu e não gostou. Viu que não era bem-vinda.
Enfim, não sou boa de fazer sala.
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