Eu tô querendo a gota d'água. Eu tô querendo beber alguém.
Eu tô querendo o prazer de dançar Beirut debaixo do chuveiro e sorver a água dos ombros dele.
Penetrar em seus olhos. Ir além.
Me transbordar . Me derramar , descomedi-se em ser feliz.
A construção deste blog baseia-se no que me sensibiliza: família, amigos, poemas, músicas, crianças, instantes belos,momentos atuais e lembranças... Que me perdoem os cultos, não sou escritora e nem poetisa.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Embargo
Mamãe anda mexida esses dias. Vez ou outra se acalenta na comida mal disfarçando suas ansiedades.
Ela foi no hospital buscar um remédio e olhou um menininho bonito de óculos escuros da mesma idade do neto. Dois anos.
Sua cabeça era tão lisinha. Câncer.
De tanto ir a hospitais a gente acaba naturalmente fazendo amizades rápidas , porém marcantes. Começa a compartilhar aprendizados e histórias.
O diálogo se segue na doçura eDona Nilce pergunta : mãe onde foi a doença dele ?
Nos olhos.
E ele vai ficar bom ?
Tiraram os olhos dele.
Ela embarga. Eu também.
Fiquei triste por ele. Tão pequeno e arrancado das cores do mundo. Tão pequeno e já não poderá brincar de esconde-esconde. E tão pequeno fica o coração de uma mulher que não pode mudar o sofrimento do seu filho.
Nessas horas nos vemos mesquinhos, cheios de falsas preocupações, ensaiados de uma realidade
suave e superficial.
Que a gente saiba aproveitar a visão. De não enxergar apenas a festa mais próxima , o boleto do carro a pagar ou a unha descascada por fazer , mas de se ver como um ser humano que precisa crescer como pessoa. Que precisa olhar o outro com mais tolerância e menos julgamento. Que procuremos descortinar em nossas retinas os verdadeiros valores pra viver.
E antes de tudo doa, se doa. Não vai doer.
Doe sangue, doe roupas , doe livros, doe conselhos, doe sorrisos.
Ela foi no hospital buscar um remédio e olhou um menininho bonito de óculos escuros da mesma idade do neto. Dois anos.
Sua cabeça era tão lisinha. Câncer.
De tanto ir a hospitais a gente acaba naturalmente fazendo amizades rápidas , porém marcantes. Começa a compartilhar aprendizados e histórias.
O diálogo se segue na doçura eDona Nilce pergunta : mãe onde foi a doença dele ?
Nos olhos.
E ele vai ficar bom ?
Tiraram os olhos dele.
Ela embarga. Eu também.
Fiquei triste por ele. Tão pequeno e arrancado das cores do mundo. Tão pequeno e já não poderá brincar de esconde-esconde. E tão pequeno fica o coração de uma mulher que não pode mudar o sofrimento do seu filho.
Nessas horas nos vemos mesquinhos, cheios de falsas preocupações, ensaiados de uma realidade
suave e superficial.
Que a gente saiba aproveitar a visão. De não enxergar apenas a festa mais próxima , o boleto do carro a pagar ou a unha descascada por fazer , mas de se ver como um ser humano que precisa crescer como pessoa. Que precisa olhar o outro com mais tolerância e menos julgamento. Que procuremos descortinar em nossas retinas os verdadeiros valores pra viver.
E antes de tudo doa, se doa. Não vai doer.
Doe sangue, doe roupas , doe livros, doe conselhos, doe sorrisos.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Saninade.
Sanidade não me abandone.
Eu tô carente e tô cafona . Olha a pomba-gira tá aqui dentro batendo asa doida pra sair.
Sanidade não me abandone.
Eu tô carente e tô cafona . Olha a pomba-gira tá aqui dentro batendo asa doida pra sair.
Sanidade não me abandone.
domingo, 22 de setembro de 2013
Com o saco cheio de tanto vazio
Ando de saco cheio de tanto vazio e até agora não encontrei remédio pra isso.
Não. Não quero deprimir. Afinal de contas, fui eu que terminei com o namoradinho. Fui eu que larguei tudo pelo caminho. Foi necessário.
Mamãe tava ali conversando com as plantas. Ela como sempre cheia do diálogo.Apaziguadora. Mamãe senta aqui. Me diz como conversar com esse vazio que tá aqui. Como faz pra dizer com com jeito que tá na hora de ele ir embora.
Sabe, eu tentei sair de casa nesse domingo, depois de ter dormido muito. Não deu. A companhia tava cansada e talz. E lógico , que não ia ficar de mimimi prazamiga porque ficar dentro de casa tá chato, sufocante , que tá precisando duma força que tá precisando rir de uma bobagem qualquer e todas essas coisas adolescênticasque passou da hora de ser. A gente dá uma de madura e diz :tudo bem .Se não dá pra sair hoje. Engole o que te machuca.
Embotei. Sinto falta do Amor.Lamento por tudo que se perdeu. O que se perdeu era bonito e bom.
Na falta do Amor tem um pote de sorvete de flocos na geladeira e um dvd com o show do Stevie Wonder . Afinal de contas tenhamos falta de Amor , mas nunca de dignidade ^^
Não. Não quero deprimir. Afinal de contas, fui eu que terminei com o namoradinho. Fui eu que larguei tudo pelo caminho. Foi necessário.
Mamãe tava ali conversando com as plantas. Ela como sempre cheia do diálogo.Apaziguadora. Mamãe senta aqui. Me diz como conversar com esse vazio que tá aqui. Como faz pra dizer com com jeito que tá na hora de ele ir embora.
Sabe, eu tentei sair de casa nesse domingo, depois de ter dormido muito. Não deu. A companhia tava cansada e talz. E lógico , que não ia ficar de mimimi prazamiga porque ficar dentro de casa tá chato, sufocante , que tá precisando duma força que tá precisando rir de uma bobagem qualquer e todas essas coisas adolescênticas
Embotei. Sinto falta do Amor.Lamento por tudo que se perdeu. O que se perdeu era bonito e bom.
Na falta do Amor tem um pote de sorvete de flocos na geladeira e um dvd com o show do Stevie Wonder . Afinal de contas tenhamos falta de Amor , mas nunca de dignidade ^^
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